quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Análise das tarefas desenvolvidas no Grucomat – 2012 a 2014 - Desenvolvimento do Pensamento Algébrico

Desde setembro de 2012 o Grupo Colaborativo em Matemática (Grucomat) vem se dedicando a estudar e elaborar tarefas voltadas ao desenvolvimento do pensamento algébrico nos diferentes níveis de ensino. A princípio esse estudo visava contribuir com um participante do grupo que estava desenvolvendo pesquisa em sala de aula no campo da álgebra.

Paralelamente a esse estudo, o grupo se dedicou a elaborar, colaborativamente, um projeto a ser enviado ao CNPq, dentro da linha de pesquisa Universal. O projeto foi aprovado para início em novembro de 2012, tendo como título: “A videogravação de aulas de matemática como ferramenta para a pesquisa em formação docente: produção e análise de vídeos” (Processo CNPq 475848/2012-8), com vigência até novembro/2015.

A equipe do projeto é constituída por [1]: Adair Mendes Nacarato (coordenadora), Regina Célia Grando (até dezembro/2014), Carla Cristiane Silva Santos, Claudia Cristiane Bredariol Lucio, Cidinéia da Costa Luvison, Giancarla Giovanelli de Carvalho, Jaqueline Lixandrão dos Santos, Kelly Cristina Betereli, Marjorie Samira Ferreira Bolognani, Raquel Fernandes Gonçalves Machado, Rosangela Eliana Bertoldo Frare, Selma Nascimento Vilas Boas, Daniela Dias dos Anjos (a partir de 2015) e Iris Aparecida Custódio (a partir de 2015).

A partir de então, o grupo se dedicou a elaborar sequências de tarefas que pudessem contribuir para o desenvolvimento do pensamento algébrico. Nosso interesse não era e continua não sendo elaborar uma sequência que garanta tal desenvolvimento, mas analisarmos as potencialidades de algumas tarefas, para qualquer nível de ensino.

Nossas leituras no período foram:
BOOTH, Lesley R.  Dificuldades das crianças que iniciam em álgebra. In: COXFORD, Arthur F.; SHULTE, Albert P. As idéias da álgebra. Trad. Hygino H. Domingues. São Paulo: Atual, 1995, p. 23-37.
CYRINO, Márcia Cristina de Costa Trindade; OLIVEIRA, Hélia. Pensamento algébrico ao longo do Ensino Básico em Portugal. Bolema. Rio Claro (SP), v. 24, n. 38, p. 97-126, abril 2011.
KAPUT, James J. What Is Algebra? What Is Algebraic Reasoning? In: KAPUT, James J.; CARRAHER, David W.; BLANTON, Maria L. (Eds.). Algebra in the early grades. New York: Lawrence Erlbaum Associates; NCTM, 2007, p.5-17.
KAPUT, James J.; CARRAHER, David W.; BLANTON, Maria L. (Eds.). A skeptic’s guide.  In: Algebra in the early grades. New York: Lawrence Erlbaum Associates; NCTM, 2007, p.XVII-XXI.
KINDT, Martin et al. (Eds.). Patterns and Figures.Mathematics in Context.National Science Foundation. Chicago: Encyclopaedia Britannica, Inc., 2006.
KINDT, Martin et al. (Eds.) Comparing Quantities. Mathematics in Context.National Science Foundation.Chicago: EncyclopaediaBritannica, Inc., 2006.
PONTE, João Pedro da; BRANCO, Neusa; MATOS, Ana. Álgebra no Ensino Básico. Portugal: Ministério da Educação e Direção Geral de Inspeção e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), 2009.
RADFORD, Luis. En torno a tres problemas de la generalización. In: RICO, L.; CAÑADAS, M.C.; GUTIÉRREZ, J.; MOLINA, M.; SEGOVIA, I. (Eds.). Investigación en Didáctica de la Matemática: homenaje a Encarnación Castro. Granada, Espanha: Editorial Comares, 2013, p. 3-12.
STEPHENS, Max; RIBEIRO, Alessandro.Workingtowards Algebra: Theimportance of relational thinking.2012, 15 (3), p. 373-402, México.
USISKIN, Zalman. Concepções sobre a álgebra da escola média e utilizações das variáveis. In: COXFORD, Arthur F.; SHULTE, Albert P. As idéias da álgebra. Trad. Hygino H. Domingues. São Paulo: Atual, 1995, p. 9-22.
VALE, Isabel; PIMENTEL, Teresa (coord.) Padrões em Matemática: uma proposta didática no âmbito do novo programa para ensino básico. Portugal: Texto Editores, 2011.
VAN DE WALLE, John. Matemática no ensino fundamental: formação de professores e aplicação em sala de aula. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

Esses textos também contribuíram para que selecionássemos algumas tarefas propostas por esses autores.

Há um movimento de elaboração das tarefas que consiste em: 1) elaborar uma primeira versão da tarefa; 2) algum professor a desenvolve em sala de aula e traz os problemas encontrados – no texto e, muitas vezes, na inadequação da linguagem, na sequência dos itens da tarefa ou outros problemas identificados em sala de aula – e, 3) a tarefa passa por uma reelaboração e novas aplicações.

No desenvolvimento da tarefa em sala de aula, o professor se preocupa com o registro da aula – áudio ou videogravando – e com os registros dos alunos. Esse material, juntamente com a narrativa do professor vem para a discussão no grupo.



[1] No início o projeto contou com a participação de Paulo César Penha, Cleane Aparecida dos Santos, Joyce Furlan, Michele Ubinha, Patrícia Martins de Oliveira e Sibele Ubinha.

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