quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Sequência 1: Monte uma fila



Trata-se de uma tarefa de motivo de repetição com o objetivo de colocar os alunos em movimento corporal.
Séries/anos em que pode ser desenvolvida: Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Foi desenvolvida numa classe de 4º ano, com a professora da turma em parceria com a professora Carla.

Objetivo: Verificar se o aluno é capaz de:
·         Identificar um motivo de repetição na fila.

Tarefa 1: Como desenvolver:
As crianças são dispostas da seguinte maneira em uma fila: uma criança em pé e outra abaixada; uma menina em pé e um menino sentado; uma criança sentada, uma em pé e uma ajoelhada.
O professor propõe ao restante da turma: como continuar a fila? Quem sabe o segredo da fila?
O professor chama uma criança e pergunta a ela: entra na fila, como você ficaria?
Para o caso da segunda fila (uma menina em pé e um menino sentado), perguntar quem pode entrar na fila e por quê?

Tarefa 2: Como desenvolver
Descubra o segredo: duas crianças ficam fora da sala de aula. As crianças na turma inventam uma organização para a fila. Apenas algumas crianças são dispostas em fila, segundo o segredo. As crianças que estavam fora entram na sala e tentam descobrir o segredo, colocando as demais crianças na fila.

A. Respostas esperadas:
Por se tratar de uma atividade corporal, a expectativa é que os alunos descubram a regularidade da sequência e dêem continuidade a ela. Entendemos que o mais importante é a análise das respostas dadas pelas crianças: que elas sejam consideradas e problematizadas pelo professor.

B. Potencialidades da tarefa:
            As tarefas, quando desenvolvidas com os alunos, possibilitaram identificar algumas potencialidades:
·         Explorar a posição de cada criança na fila.
·         Compreender o padrão de repetição utilizado a partir da posição e o critério (menino, menina, sentada, em pé, de joelhos, etc...) que cada criança ocupa nessa repetição.
·         Fazer uso de estratégias para a resolução do problema quando as crianças são solicitadas a compor a fila.
·         Criação de um padrão de repetição pelas crianças fazendo uso da posição e de ações diferenciadas para a observação/descoberta de outros colegas.

C. Descrição de como foi a tarefa em sala de aula:
C1. Turma de 4º ano em parceria com a professora Carla.

            Esta tarefa foi aplicada em uma turma de 4º ano de uma escola privada, na qual foi estabelecida uma parceria da pesquisadora Carla com a professora da turma.
Para a realização das duas tarefas a professora se dirigiu com os alunos para um ambiente externo à sala de aula e organizou os alunos sentados. Em seguida, escolheu um aluno por vez e montou o início da fila conforme solicitado na primeira tarefa. Nesse mesmo ambiente foi realizada a dinâmica da tarefa 2.
            A professora, com a colaboração da pesquisadora, realizou as atividades corporais com as crianças.  Os alunos dessa sala têm a prática de registrar diariamente a rotina das aulas e isso facilitou a escrita para eles. Nos registros a professora solicita que coloquem as facilidades e dificuldades que tiveram na aula. Essa dinâmica de registrar é cultura da escola, em todos os anos os alunos possuem um caderno específico para essa prática com a orientação da professora em termos de linguagem.  
Por meio das interações na sala de aula e na análise dos registros notamos que na fala das crianças a palavra “sequência” foi bem utilizada, alguns usaram o termo “padrão” como referência. Foi enfatizado para os alunos que eles teriam que descobrir o segredo da fila, e descobriram tranquilamente. “Um em pé, outro sentado...”
Percebe-se que na tarefa 2 as crianças trabalharam dois contextos, que foi a posição e o critério: menino e menina. Ficou uma menina de frente, outra de lado e um menino sentado. As crianças demoraram a montar esse padrão, discutiram muito, mas chegaram à sequência. O tempo passou rápido, mas os alunos produziram muito, ficaram envolvidos na situação da tarefa.    
Os alunos escolhidos para se esconderem, foram aqueles que a professora percebeu que teriam dificuldade nas respostas, a intenção foi que eles pensassem e discutissem sobre. Não seria significativa a escolha de alunos que respondessem com facilidade. Os dois alunos partiram para a tentativa e erro, discutiram muito e chamou um menino para continuar a sequência. A professora questionou “ Vocês querem chamar um menino ou tem que ser um menino?” eles responderam que queriam chamar um menino. Notamos que eles não perceberam qual era o padrão que formava a fila.
Os alunos envolvidos não davam dicas e não sopravam o segredo, queriam que a dupla descobrisse qual era o padrão, sozinha.
                        A dupla acabou chegando à conclusão de que tinha que ser necessariamente um menino para que dar continuidade à sequência. Com o questionamento “porque tem que ser um menino?” favoreceu que os alunos pensassem e descobrissem a lei de formação. Isso evidencia a importância das intervenções adequadas da professora.
                        Constata-se nos registros a presença de um vocabulário que começa a fazer sentido aos alunos: sequência e ordem – indicando a posição de cada elemento da sequência.

D. Algumas considerações coletivas do grupo quanto à aplicação da tarefa:
                       
                        No decorrer das discussões no grupo percebemos que as crianças compreenderam a sua posição na fila e o padrão de repetição utilizado. Os critérios utilizados foi de fácil compreensão, inclusive quando solicitadas a compor a fila ao observar os critérios definidos pelo grupo.
                        Outro aspecto importante foi a presença da posição e do critério: menino e menina, que mesmo exigindo mais dos alunos, conseguiram realizar com facilidade. O que notamos foi a presença tanto no vocabulário, quanto no registro das palavras: sequências, ordem e padrões que já começam a ser utilizadas.

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