Trata-se de uma tarefa de motivo de repetição com o
objetivo de colocar os alunos em movimento corporal.
Séries/anos em que
pode ser desenvolvida:
Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Foi desenvolvida numa classe de 4º ano, com a
professora da turma em parceria com a professora Carla.
Objetivo: Verificar se o aluno é capaz de:
·
Identificar
um motivo de repetição na fila.
Tarefa 1: Como
desenvolver:
As
crianças são dispostas da seguinte maneira em uma fila: uma criança em pé e
outra abaixada; uma menina em pé e um menino sentado; uma criança sentada,
uma em pé e uma ajoelhada.
O
professor propõe ao restante da turma: como continuar a fila? Quem sabe o
segredo da fila?
O
professor chama uma criança e pergunta a ela: entra na fila, como você
ficaria?
Para
o caso da segunda fila (uma menina em pé e um menino sentado), perguntar
quem pode entrar na fila e por quê?
Tarefa 2: Como
desenvolver
Descubra o segredo: duas
crianças ficam fora da sala de aula. As crianças na turma inventam uma
organização para a fila. Apenas algumas crianças são dispostas em fila,
segundo o segredo. As crianças que estavam fora entram na sala e tentam
descobrir o segredo, colocando as demais crianças na fila.
|
A.
Respostas esperadas:
Por
se tratar de uma atividade corporal, a expectativa é que os alunos descubram a
regularidade da sequência e dêem continuidade a ela. Entendemos que o mais
importante é a análise das respostas dadas pelas crianças: que elas sejam
consideradas e problematizadas pelo professor.
B.
Potencialidades da tarefa:
As tarefas, quando desenvolvidas com os alunos,
possibilitaram identificar algumas potencialidades:
·
Explorar
a posição de cada criança na fila.
·
Compreender
o padrão de repetição utilizado a partir da posição e o critério (menino,
menina, sentada, em pé, de joelhos, etc...) que cada criança ocupa nessa
repetição.
·
Fazer
uso de estratégias para a resolução do problema quando as crianças são
solicitadas a compor a fila.
·
Criação
de um padrão de repetição pelas crianças fazendo uso da posição e de ações
diferenciadas para a observação/descoberta de outros colegas.
C.
Descrição de como foi a tarefa em sala de aula:
C1.
Turma de 4º ano em parceria com a professora Carla.
Esta tarefa foi aplicada em uma turma de 4º ano de uma
escola privada, na qual foi estabelecida uma parceria da pesquisadora Carla com
a professora da turma.
Para a realização das duas tarefas a
professora se dirigiu com os alunos para um ambiente externo à sala de aula e organizou
os alunos sentados. Em seguida, escolheu um aluno por vez e montou o início da
fila conforme solicitado na primeira tarefa. Nesse mesmo ambiente foi realizada
a dinâmica da tarefa 2.
A
professora, com a colaboração da pesquisadora, realizou as atividades corporais
com as crianças. Os alunos dessa sala
têm a prática de registrar diariamente a rotina das aulas e isso facilitou a
escrita para eles. Nos registros a professora solicita que coloquem as
facilidades e dificuldades que tiveram na aula. Essa dinâmica de registrar é
cultura da escola, em todos os anos os alunos possuem um caderno específico
para essa prática com a orientação da professora em termos de linguagem.
Por meio das interações na sala de aula
e na análise dos registros notamos que na fala das crianças a palavra
“sequência” foi bem utilizada, alguns usaram o termo “padrão” como referência.
Foi enfatizado para os alunos que eles teriam que descobrir o segredo da fila,
e descobriram tranquilamente. “Um em pé, outro sentado...”
Percebe-se
que na tarefa 2 as crianças trabalharam dois contextos, que foi a posição e o
critério: menino e menina. Ficou uma menina de frente, outra de lado e um
menino sentado. As crianças demoraram a montar esse padrão, discutiram muito,
mas chegaram à sequência. O tempo passou rápido, mas os alunos produziram
muito, ficaram envolvidos na situação da tarefa.
Os
alunos escolhidos para se esconderem, foram aqueles que a professora percebeu
que teriam dificuldade nas respostas, a intenção foi que eles pensassem e
discutissem sobre. Não seria significativa a escolha de alunos que respondessem
com facilidade. Os dois alunos partiram para a tentativa e erro, discutiram
muito e chamou um menino para continuar a sequência. A professora questionou “
Vocês querem chamar um menino ou tem que ser um menino?” eles responderam que
queriam chamar um menino. Notamos que eles não perceberam qual era o padrão que
formava a fila.
Os
alunos envolvidos não davam dicas e não sopravam o segredo, queriam que a dupla
descobrisse qual era o padrão, sozinha.
A
dupla acabou chegando à conclusão de que tinha que ser necessariamente um
menino para que dar continuidade à sequência. Com o questionamento “porque tem
que ser um menino?” favoreceu que os alunos pensassem e descobrissem a lei de
formação. Isso evidencia a importância das intervenções adequadas da
professora.
Constata-se
nos registros a presença de um vocabulário que começa a fazer sentido aos
alunos: sequência e ordem – indicando a posição de cada elemento da sequência.
D.
Algumas considerações coletivas do grupo quanto à aplicação da tarefa:
No
decorrer das discussões no grupo percebemos que as crianças compreenderam a sua
posição na fila e o padrão de repetição utilizado. Os critérios utilizados foi
de fácil compreensão, inclusive quando solicitadas a compor a fila ao observar
os critérios definidos pelo grupo.
Outro
aspecto importante foi a presença da posição e do critério: menino e menina,
que mesmo exigindo mais dos alunos, conseguiram realizar com facilidade. O que
notamos foi a presença tanto no vocabulário, quanto no registro das palavras:
sequências, ordem e padrões que já começam a ser utilizadas.
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